quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Poema N° 58 - Futuro


Início: 17/05/2013
Término: 24/05/2013

Ah, o meu futuro, como ele será?
Será que eu casarei, terei filhos e ficarei velhinho,
que irá ao shopping aos finais de semana jantar e ver filme
como o casal com e sua filha em minha frente?


Ou eu morrerei cedo por causa do derrame 
que segundo os meus sintomas, é o que eu terei?
Ou por causa de alguma outra doença desconhecida, 
pois nem sequer um médico, eu consultei?

Trabalhando em uma empresa muito boa
Mas fazendo algo que não tem nada haver 
Com o curso que eu estudei
Na faculdade da qual não me formei      

Será que eu passarei o resto de minha vida lá?
Será que um dia irei viajar?
Talvez sim, mas será que é para trabalhar?
Ou eu vou poder aproveitar?
E passear?


Será que eu irei morar num apê e ter um carro e uma moto na garagem 
Do jeito que eu planejei?
Um dos vários planos, que eu comecei, 
mas nem sequer ao menos terminei?
Todos eles lá mais ou menos do jeito que eu quero, 
mas só porque eu financiei?

Ou será que eu deixarei meus sonhos e objetivos de lado?
E viver uma vida chata e sem graça, reclamando dela, 
como as galinhas e as formigas, seja falando ou calado?
Uma vidinha de aceitação, seguindo todo dia a mesma rotina de alguém acomodado?

No final, a vida é como uma folha em branco, 
onde eu posso fazer com ela o que quiser
Onde eu posso riscar traços retos ou tortos, bonitos ou feios 
e o desenho final será apenas um reflexo dos riscos que eu fizer

Mas não preciso me limitar somente a desenhos, 
posso fazer dobraduras, barcos, chapéus, aviões, 
tsuros ou outra dobradura qualquer

Só espero que no fim
eu possa apreciar a minha arte final com orgulho e satisfação
Sem muitos arrependimentos neste meu coração


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