segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Poema N° 31 & 59 - Rotina


Este poema é uma junção do poema N° 31 e o 59, pois comecei o 31 e não terminei e quando comecei o 59, percebi que tratava-se do mesmo tema (ok, todos os poemas tratam praticamente da mesma coisa), mas então emendei um no outro este é o resultado:



Início: 24/04/2013
Término: 17/05/2013


Todos os dias acordo lá pelas seis
Mas enrolo pra levantar da cama
E saio de casa atrasado
Pego o ônibus, onde vou apertado


Depois, pego um trem também lotado
Em uma linha que está sempre em manutenção
Aguardando o trem a frente que está na próxima estação
Onde aproveito pra fazer poemas sobre alguma insatisfação


Chego no trabalho já cansado e desanimado
Implorando por um café na cafeteira, para eu ficar mais ligado
Trabalho oito horas por dia (ou mais)
Sentado (pelo menos), comprometendo minha visão e audição


Me pergunto que tipo de vida é esta,
mesmo sabendo a resposta, a típica vidinha padrão
Pra ter um dinheirinho na conta no final do mês
Só pra pagar algumas alegrias momentâneas


De noite, vou para o shopping, enrolar
Enquanto espero a estação esvaziar
Começo a pensar na vida, aí vem os dilemas
Aproveito novamente, para começar novos poemas


Depois de mais de uma hora de enrolação, ou criação
Já posso seguir meu caminho para a estação
Na linha de trem, eu desço na estação final
Pego ônibus lotado novamente,
só esvazia quando eu tenho que descer e dou o sinal


Chego em casa e vou para o banho
E dormir, depois de um dia de trabalho,
um descanso rápido, é o que eu ganho
Para no dia seguinte, acordar lá pelas seis...



Nenhum comentário:

Postar um comentário